COMO EVITAR OU CONTESTAR UMA AÇÃO DE DESPEJO?

O processo de despejo é uma preocupação para muitos inquilinos, especialmente quando surgem conflitos relacionados ao pagamento de rendas ou ao cumprimento de outras obrigações contratuais. No entanto, é possível tomar medidas preventivas e, se necessário, contestar uma ação de despejo.

PREVENÇÃO E CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES:

Para evitar uma ação de despejo, o inquilino deve cumprir com todas as suas obrigações, evitando situações de incumprimento. Algumas das ações a evitar incluem:

  1. Violação das Normas: Não respeitar as regras de higiene, sossego, boa vizinhança ou as normas do Regulamento do Condomínio.
  2. Uso Inadequado do Imóvel: Utilizar o imóvel para fins contrários à lei, aos bons costumes ou à ordem pública. Por exemplo, usar um espaço destinado à habitação para fins comerciais, como restauração.
  3. Desocupação Prolongada: Deixar o imóvel desocupado por mais de um ano.
  4. Cessão Não Autorizada: Ceder o imóvel, seja de forma temporária ou definitiva, sem a autorização do senhorio.
  5. Atraso no Pagamento: Não efetuar o pagamento das rendas, encargos e despesas por mais de três meses ou atrasar-se no pagamento por quatro vezes num período de 12 meses.

CONTESTAÇÃO DE UMA AÇÃO DE DESPEJO:

Mesmo quando o inquilino pratica algum dos comportamentos acima, ainda é possível contestar uma ação de despejo. A contestação pode ser feita através da ação especial de despejo no Balcão Nacional do Arrendamento (BNA) ou em processo nos Tribunais Judiciais. Durante a contestação, o inquilino pode apresentar argumentos e evidências que refutem as alegações do senhorio.

CONCLUSÃO:

O despejo é uma situação delicada que pode ter consequências significativas para o inquilino. No entanto, ao compreender os seus direitos e obrigações, é possível evitar ou contestar eficazmente uma ação de despejo. A chave é a prevenção, o cumprimento das obrigações e a comunicação aberta com o senhorio.

SOBRE O AUTOR DO WEBSITE:

Cristiano Pinheiro,

Advogado e Consultor Jurídico.

Dedica-se ao estudo e resolução de questões relacionadas com Direito da Família, Direito Indemnizatório e do Arrendamento.