REGULAÇÃO DAS RESPONSABILIDADES PARENTAIS: UM GUIA NO CONTEXTO JURÍDICO PORTUGUÊS

A regulação das responsabilidades parentais é um tema crucial no direito português, que visa estabelecer direitos e deveres dos pais em relação aos seus filhos após a separação ou divórcio. Este processo tem como objectivo primordial assegurar o bem-estar e o desenvolvimento saudável das crianças, mesmo em situações de conflito conjugal. Neste artigo, exploraremos os principais pontos da regulação das responsabilidades parentais em Portugal, abordando os aspectos legais e práticos.

Definição e Enquadramento Legal

A regulação das responsabilidades parentais refere-se ao conjunto de decisões tomadas em relação aos filhos menores quando os pais não vivem juntos. É regulamentada pelo Código Civil Português, nos artigos 1906.º a 1911.º, e visa salvaguardar o superior interesse da criança.

Guarda e Cuidados Parentais

Um aspecto fundamental é a determinação da guarda e dos cuidados parentais. Existem diferentes modalidades de guarda, incluindo a guarda ou residência alternada com um único progenitor. A decisão final considera sempre o bem-estar da criança e a capacidade de ambos os pais em proporcionar um ambiente estável e seguro à mesma.

Deveres e Direitos dos Pais

A regulação das responsabilidades parentais também estabelece os deveres e direitos dos pais em relação aos filhos. Estes incluem o direito de convivência, o direito de participar nas decisões importantes para a criança (educação, saúde, religião, etc.), bem como a obrigação de prestar alimentos.

Mediação e Resolução de Conflitos

Em muitos casos, a mediação é recomendada para resolver desacordos entre os pais. Recorrer a um mediador familiar pode facilitar a comunicação e ajudar a encontrar soluções equitativas para ambas as partes. A resolução amigável é sempre encorajada, uma vez que reduz o impacto negativo do processo sobre as crianças.

Alterações e Revisões

As circunstâncias podem mudar ao longo do tempo, levando à necessidade de rever os termos da regulação das responsabilidades parentais. Situações como mudanças de residência, alterações financeiras ou mudanças nas necessidades da criança podem justificar uma revisão do acordo inicial.

Há que salientar que estas alterações não podem ser fundamentadas através de meras decisões de vontade unilaterais.

Depois de ser acordada uma determinada regulação do poder paternal as suas alterações constituem situações de excepção e não de regra, seguindo princípio da estabilidade das situações de vida das crianças.

Não é porque um dos progenitores considera que deve ser alterada a regulação que isso sucederá. Tal deve ser fundamentado, justificado e devidamente ponderado pelo Tribunal em casos de falta de acordo.

Conclusão

A regulação das responsabilidades parentais é um processo essencial para garantir que os interesses das crianças sejam preservados mesmo em situações familiares complexas. O direito português, através do Código Civil e do RGPTC (Regime Geral do Processo Tutelar Cível), estabelece as bases para proteger o bem-estar dos menores e promover a cooperação entre os pais. Se está a enfrentar uma situação de regulação das responsabilidades parentais, é aconselhável procurar a orientação de um advogado especializado em direito de família em Portugal, que poderá fornecer-lhe o aconselhamento necessário para encontrar a melhor solução para o seu caso.

Para mais informações e assistência jurídica em casos de regulação das responsabilidades parentais em Portugal, não hesite em contactar o nosso escritório de advocacia em Braga e em Vieira do Minho.

SOBRE O AUTOR DO WEBSITE:

Cristiano Pinheiro,

Advogado e Consultor Jurídico.

Dedica-se ao estudo e resolução de questões relacionadas com Direito da Família, Direito Indemnizatório e do Arrendamento.