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O impacto da decisão do Tribunal de Braga no crédito automóvel: Destaque no Jornal de Notícias
A edição de 20 de fevereiro de 2026 do Jornal de Notícias trouxe a público uma decisão de particular relevância para o setor financeiro e para a proteção dos consumidores em Portugal. O Tribunal Judicial da Comarca de Braga declarou a nulidade de uma cláusula contratual que impunha o pagamento de 50% dos juros vincendos em caso de liquidação antecipada de um crédito automóvel.
O processo, que mereceu a atenção da imprensa nacional, incidiu sobre um contrato de financiamento de cerca de 90 mil euros. Ao decidirem pelo reembolso antecipado, os mutuários foram confrontados com uma penalização que ultrapassava os 19 mil euros.
A peça jornalística sublinha a nossa tese, acolhida pelo tribunal, de que tal exigência é manifestamente desproporcionada. Na fundamentação da sentença, o juiz esclarece que a natureza do contrato impede a cobrança de juros após a restituição do capital, uma vez que os juros servem para remunerar o tempo em que o banco está privado do dinheiro.
Uma Decisão que Repõe a Verdade Contratual
Como tive oportunidade de afirmar ao Jornal de Notícias, esta sentença contribui para reforçar princípios fundamentais de justiça contratual. A cobrança de juros sobre capital que já foi devolvido não possui fundamento jurídico e configura um enriquecimento sem causa por parte das instituições financeiras.
Esta abordagem do tribunal vem confirmar que:
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As cláusulas penais devem obedecer a critérios de proporcionalidade e transparência.
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Uma vez devolvido o capital, cessa a legitimidade para qualquer exigência relativa a juros futuros.
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O consumidor tem plena legitimidade para invocar a nulidade de cláusulas abusivas no momento em que estas lhe são aplicadas de forma onerosa e imprevisível.
Conclusão e Impacto Futuro
Esta decisão, agora com eco na imprensa, constitui um marco que poderá levar o setor bancário a redefinir a forma como calcula as compensações por reembolso antecipado. É uma vitória do Direito sobre o excesso, garantindo que a liberdade de gestão financeira das famílias não seja cerceada por encargos que desvirtuam a lei.
A nossa missão permanece clara: atuar com Rigor, Verdade e Excelência para que o equilíbrio nas relações jurídicas seja sempre restabelecido.

Notícia no Website da RC Advogados aqui.
Sobre o Autor:
Cristiano Pinheiro é Advogado, assumindo a advocacia como uma missão de Rigor, Verdade e Excelência. A sua atuação, focada no Direito da Família, Imobiliário e Responsabilidade Civil/Penal, distingue-se pela procura de resultados sólidos, construindo soluções justas que protegem o futuro dos seus clientes.
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